Bloomberg revela perdas de ao menos 16 aeronaves militares dos EUA na guerra com o Irã


De acordo com reportagem da Bloomberg publicada em 19 de março de 2026, os Estados Unidos perderam ao menos 16 aeronaves militares desde o início do conflito com o Irã. O total inclui 10 drones de ataque MQ-9 Reaper, derrubados principalmente por defesas antiaéreas iranianas, além de três caças F-15, um avião-tanque KC-135 e outros aviões danificados gravemente em acidentes ou ataques. Embora alguns veículos de imprensa tenham destacado “jatos”, a maior parte das perdas envolve drones não tripulados e incidentes operacionais, e não combates diretos contra caças inimigos.
As causas das perdas são variadas: os Reapers foram abatidos por mísseis iranianos ou atingidos em solo, enquanto os três F-15 foram derrubados por fogo amigo no Kuwait e o KC-135 foi destruído em um acidente de reabastecimento no espaço aéreo iraquiano, matando toda a tripulação de seis militares. Outros cinco tanques KC-135 ficaram danificados por um míssil iraniano em base saudita, e um F-35 precisou fazer pouso de emergência após missão de combate. Analistas como Peter Layton e Justin Bronk atribuem o volume de incidentes ao ritmo extremamente elevado de operações aéreas, superior ao da Guerra do Iraque em 2003.
O relatório destaca que os Estados Unidos ainda não conseguiram supremacia aérea total no espaço iraniano, apesar de ataques iniciais intensos contra defesas antiaéreas. Especialistas comparam o cenário com campanhas anteriores, como a Líbia em 2011, que registrou apenas três perdas em quatro meses. A Central Command dos EUA declinou comentar os números exatos, mas o presidente do Estado-Maior Conjunto admitiu superioridade aérea apenas “localizada”.
As perdas, embora significativas, são consideradas absorvíveis pela frota americana — especialmente os drones Reapers, mais baratos e descartáveis. No entanto, o episódio expõe riscos operacionais em ambiente de alta intensidade e complica objetivos estratégicos, como a abertura do Estreito de Ormuz. A guerra entra agora na quarta semana com ataques iranianos reduzidos em 90%, segundo o Pentágono, mas as vulnerabilidades aéreas permanecem evidentes. 

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